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Cacau Novaes


 

 

José Carlos Assunção Novaes


  • Sociolinguista e Mestre em Letras (UFBA)

  • Especialista em Língua Portuguesa (FIA/SP)

  • Licenciado em Letras Vernáculas (UCSAL)

  • Autor de Marádida: uma luz no final do túnel – Letras da Bahia (Secult/FUNCEB)

 



Escrito por Cacau Novaes às 10:22:44
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Só a solidão nos faz poeta


Só a solidão nos faz poeta, pela sensibilidade que é consequência de uma vivência interior. E passamos a criar dentro do nosso próprio mundo sem, contudo, nos desligarmos do mundo em que nos encontramos. A partir de uma consciência interior e individual, chega-se à crítica de todo um mundo exterior, através de uma visão ampliada de toda uma realidade vista globalmente.

A realidade e muito bem entendida quando vista de fora. Só pode existir uma análise exata e global quando esta é feita de fora do contexto em que esteja inserida. Não teríamos exata certeza do tamanho de uma imaginável bola gigante, se vivêssemos dentro dela, ou mesmo em relação à nossa situação com habitantes do planteta em que nos encontramos. Não sabemos ao certo como é nosso planeta por inteiro, por sermos criaturas minúsculas diante de um gigantesca bola no espaço sideral.

A Terra, por sua vez, não passa de um minúsculo planeta da via-láctea, enquanto esta faz parte do cosmos e existe sempre todo um espaço a mais.

Um mundo e outro mundo e outro mundo.

O que importa é como as coisas ocupam o seu lugar no espaço.

 



Escrito por Cacau Novaes às 10:14:17
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Não é preciso rotular nada

 

Nós escrevemos como queremos, temos o nosso código. A linguagem está aí, basta ser visualizada ou falada. Ao falarmos, emitimos um som. Ao escrever, colocamos no papel o nosso código. Quem o souber decifrar que o decifre. Quem não estiver apto para tal, peça uma explicação, que pode ser negada, caso o emissor queira.

A arte não pode se avaliada pelo que foi, mas pelo que vai ser. Uma arte do passado é um momento, uma viagem, um exemplo, uma lição. É claro que não podemos copiá-la, devemos percebê-la, penetrar em sua imensidão. Enfim, viajar.

Nós escrevemos como queremos, temos o nosso código.

É preciso negar o espaço geográfico que é imposto à arte. Não há limites geográficos para a arte. A arte é universal, não importando como de onde ela seja. É claro que pode possuir características que a identifiquem com certos locais. No entanto, não é obrigado a possuí-las.

A arte não deve receber denominações, nem é obrigada a seguir certos estilos. A arte possui identidade própria. Não existem maneiras de executá-la. Só o autor tem o direito a modificar ou não o que fez, já que lhe pertence. O artista é o único dono de sua arte.

Não é preciso rotular nada. O rótulo impede a livre criação. A arte tem que ser livre, pois todo o artista tem o direito a dar vazão à sua criatividade.

A arte é um ser isolado do artista.

A cada artista cabe a sua arte.

 



Escrito por Cacau Novaes às 09:34:10
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Mudanças


O homem não é obrigado a posicionar-se diante de algo, mas de denunciar o que estrague a sua livre convivência.


É do subterrâneo que surgem e surgirão as mudanças.


Todo o artista tem o direito de dar vazão à sua criatividade.





Escrito por Cacau Novaes às 09:20:08
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O Crepúsculo

 

O crepúsculo antecede todos os nossos planos, como um momento de paz que nos deixa tranqüilos diante de tudo o que estar por vir. No dia que termina ou no final da noite, iniciando-se o dia. Toda paz que puder existir nessa vida e alguma coisa que nos faça crer no que vem após o crepúsculo.

Sentir a presença do crepúsculo em nossas vidas, como um momento de reflexão em que percebemos todo o sentido da existência.

            Talvez, o crepúsculo seja o final de tudo ou, quem sabe, seja um novo começo. Início e fim. E o sol que vai ou que chega.

 



Escrito por Cacau Novaes às 17:32:41
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A terra é azul

 

             O mar, esse infinito mundo de águas. O planeta Terra é uma ilha rodeada de água por todos os lados. Tudo muito azul.

            Como a natureza é perfeita! É algo incrível, mas nós, que fazemos parte dessa natureza, ao mesmo tempo, estamos sendo beneficiado com tudo isso. Será que ainda somos parte dessa natureza?

            Observo o mar e borboletas que tiram o néctar das flores no amanhecer do dia. Como o trabalho das borboletas é perfeito. Tudo muito perfeito. Tudo muito simples. E elas param e colhem o necessário para um novo dia. O mar, as borboletas, as flores, um novo dia. Tudo muito azul.



Escrito por Cacau Novaes às 23:03:53
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O meu refúgio

 

            Encontro-me no meu refúgio, quase que completamente escondido de tudo e de todos. Meu refúgio por uns dias. Tenho que aproveitar o máximo.

            Já não faço parte das coisas banais que me cercam. Somente a movimentação que produza algo.

            Tenho pessoas para ver e lugares para ir, mas pouco me interessa o que existe fora do meu refúgio. Existem algumas coisas e pessoas que me interessam, no entanto, não tenho vontade de abandonar o meu refúgio.

 



Escrito por Cacau Novaes às 07:53:22
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Desvendando o desconhecido

 

 

            Estamos na era da navegação espacial. E, novamente, voltamos à ânsia dos grandes navegadores do passado descobrindo novas terras. E nações unem-se na aventura de desvendar o desconhecido, de tomar posse do já, provavelmente, descoberto. Existem muitas e muitas outras coisas escondidas nas gavetas dos gabinetes impenetráveis.

            Onde tudo vai dar?

            Existe algo além do pesquisado.

            Quando se descobre que o importante, na verdade, é sobreviver, podemos perceber que tudo não passa de rótulos imateriais. E podemos levar a vida sabendo que o resto não importa. Que tudo vá pelos ares. E daí? Podem nos explodir a qualquer momento. Será necessário pedir socorro. Será necessário? É melhor voar para qualquer lugar, antes que tudo exploda pelos ares. Depois de séculos, cá estamos esperando que tudo aconteça novamente. Que tudo exploda pelos ares.

            Será que ninguém se toca? E pensam saber de tudo. Nem sei o que é possível.

            Talvez, seja difícil acreditar na mutabilidade que existe e modifica todas as coisas. As coisas nunca se repetem e os cenários e personagens nunca são os mesmos. Tudo passa e tudo muda a todo instante. A única coisa a fazer é acreditar na nossa permanência, também mutante, no espaço, em direção ao indeterminado.

            É preciso, somente, acompanhar o tempo e o espaço. Não se perder nem se prender num tempo que não existe mais.



Escrito por Cacau Novaes às 12:33:10
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Como um peixe fora d’água

 

 

            Estou necessitando de um espaço onde eu possa sentar e escrever, sem compromisso com ninguém. Sem compromisso com a vida, sem compromisso com a morte. Um lugar tranqüilo e, ao mesmo tempo, movimentado (a estagnação não pode existir em lugar algum), mas que seja como eu quero, segundo a minha vontade. O meu espaço, que será infinitamente grande, independente do seu tamanho.

            Só a liberdade de movimentação, entre viagens, me faz bem, como a um peixe circulando entre as águas.

            Toda a certeza de poder mergulhar e mergulhar fundo.

 



Escrito por Cacau Novaes às 23:17:43
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O vento e a paz que tanto quero

 

            Não sei até que ponto esses valores que temos de todas as coisas podem ter validade alguma. Se pararmos para pensar, se nos aprofundarmos mais ainda, perceberemos que, na verdade, o importante é sobreviver. Sempre à deriva, num naufrágio interminável. Talvez, o melhor seria abandonar tudo e começar novamente.

 

            Às vezes escrevo coisas à toa e, mais tarde, elas parecem ter conquistado todo um significado por fazerem parte de algo, direta ou indiretamente, ligado a mim. Outras vezes, escrevo coisas que considero demais e depois acho que não têm valor algum. E outras coisas mais.

            A única coisa a fazer é dar um sentido lógico às coisas e seus significados.

 

            A chuva começa a cair com frequência e eu percebo a chegada do inverno. Gosto do vento frio que invade janela do meu quarto. Do vento frio que me dá a sensação gostosa da procura do agasalho, do vento que balança as folhas das árvores. Principalmente, porque o frio me faz parar em casa, comigo mesmo. Me faz gostar do prazer que o frio nos traz. Com o vento frio me vem a vontade de pegar a máquina e escrever. No verão, escrevo mais por compromisso. Prefiro curtir o verão, o sol sempre forte, o mar infinitamente azul.

            Gosto também de andar pela noite fria, sentindo o vento passar entre o meu corpo, ou mesmo, penetrando os meus ossos. Quero que o vento invada o meu quarto e leve tudo o que estiver sem circulação. Quero que o vento circule no meu quarto e movimente tudo o que estiver parado.

            A noite, com seu vento gostoso, me dá a sensação de uma paz que passa e me roça. Paz que tanto anseio, paz que tanto busco. O vento traz a paz que tanto quero. O vento e a paz que tanto quero.



Escrito por Cacau Novaes às 13:54:47
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Êxodo rural – Parte II: O retorno

           Entre os anos de de 1984 1986, escrevi o meu romance Marádida – uma luz no final do túnel, em que, no capítulo intitulado Reflexos de uma crise urbana, abordava a questão do êxodo rural. Naquela época, já pensava na questão relacionada ao aumento da criminalidade nos grandes centros urbanos, gerada pela grande quantidade de pessoas que deixavam a sua região de origem em direção às grandes cidades, o que já era um grande problema, resultando no processo de favelização, cada vez maior, que encontramos hoje. Um barril de pólvora que explodiu e que está sem controle algum por parte das autoridades. O texto acabou ficando muito tempo engavetado e, em 2002, ao passar por uma seleção da Secretaria de Cultura do Estado e da Fundação Cultural do Estado da Bahia, foi publicado pelo Selo Editorial Letras da Bahia. No capítulo referido, encontramos o seguinte:

 

        Iludidos por melhores condições de sobrevivência, a população rural busca, na capital, emprego e moradia, pensando poder encontrá-los com maior facilidade do que em suas regiões de origem. De fato, o campo deixa muito a desejar: faltam desde condições para investimento na casa própria, até uma assistência médico-hospitalar, completamente ausente. Os atrativos da cidade grande são tentadores. Sem outra saída, o trabalhador rural busca os centros urbanos, num desejo de construir o que sempre sonhara, ou mesmo numa tentativa de mudanças que lhe proporcionem sobreviver para depois voltar ao local de onde saíra.
No entanto, ao chegar, depara-se com uma situação totalmente contrária à imaginada. Os índices de desemprego crescem assustadoramente, aumentando a marginalização. O homem rural, desempregado, busca o subemprego e, devido à instabilidade deste, procura na violência e no crime uma forma de superar as suas necessidades.
Desempregado, vivendo num local onde a habitação é, também, um dos problemas a resolver, o homem do campo procura abrigo debaixo de viadutos, pontes, em construções abandonadas ou favelas que se proliferam a todo instante. Toda essa situação só vem a agravar uma crise urbana já existente. Sem emprego, sem condições de moradia, com sua saúde abalada, além de outros graves problemas, o homem rural busca a marginalização e, quando não o faz, ela vem até ele. A crise por que passa a cidade grande é um círculo vicioso incapaz de ser solucionado, enquanto não se resolver o problema da população rural.
(NOVAES, 2002)

 

Hoje, além desse grave problema existente nos grandes centros urbanos, encontramos as pequenas cidades ameaçadas pelo retorno daqueles que foram embora e retornaram, ou mesmo os filhos e netos dessas pessoas, e que passaram pelo processo de criminalização, mas devido ao mercado saturado das grandes cidades, em relação ao crime, estão vindo aplicar o que aprenderam nas escolas e universidades da marginalidade no local de sua origem. Ou seja, está acontecendo um êxodo rural ao contrário, o retorno daqueles que se envolveram com o que há de pior no mundo do crime e da marginalidade. Roubo, tráfico de drogas etc. é o que encontramos, hoje, nas pequenas cidades do interior, que estão sendo armadas pelos traficantes e marginais dos grandes centros urbanos e cometendo as maiores atrocidades possíveis e impossíveis de se imaginar.

A ilusão da grande cidade, a exploração do trabalhador rural, que vendeu a sua pequena propriedade rural, em busca do eldorado capitalista, gerou essa situação insustentável, não só nas grandes, mas também em pequenas cidades do interior, que antes eram pacatas e tranqüilas, sendo referência para aqueles que queriam descansar e viver com uma melhor qualidade de vida. O descaso com o problema social gerou tudo isso. As autoridades viraram as costas para algo que poderia vir a acontecer a qualquer instante. Podemos, então, perceber a situação em que nos encontramos: reféns de bandidos e traficantes, que estão tomando conta do país e montando um verdadeiro exército, uma legião de soldados do crime, iludidos pelo dinheiro fácil que este gera. O resultado já sabemos: roubo, morte, tráfico de drogas, crimes e a perda da inocência e tranqüilidade das pequenas cidades do interior.


Referências:

1. NOVAES, Cacau. (2002) Marádida - uma luz no final do túnel. Selo Editorial Letras da Bahia. SECULT/FUNCEB.

 

 

 

 



Escrito por Cacau Novaes às 20:02:55
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Cultura: o que é?

 

A palavra cultura tem suas origens no Latim e significava cultivar o solo, cuidar. Essa prática passou a ser transmitida para as outras gerações. Até aí, o ser humano vivia dependente do mundo natural para a sua sobrevivência, vivendo de acordo com o que este lhe oferecia. O homem deixou, então, de viver somente no mundo natural para viver num mundo cultural. Desse modo, tudo que é modificado pelo ser humano, criado por ele, passa a ser cultural. No entanto, já que essas práticas eram passadas de pai para filho, passou a determinar todo fazer humano que é transmitido de geração a geração, dentro de um espaço territorial e de tempo. Assim, podemos incluir crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais, tudo que venha a identificar uma determinada sociedade. Por isso, podemos dizer que a cultura é a identidade de um povo. Daí vêm os termos cultura brasileira, francesa, alemã etc.

Antropologicamente falando, cultura é todo aspecto social relacionado com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., e também a sua divulgação e a sua perpetuação pela transmissão de uma geração a outra. Então, cultura é tudo o que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo, conferindo uma identidade dentro do grupo ao qual pertencem. É bom lembrar também que não existem culturas superiores nem culturas inferiores, pois a cultura está relacionada a um determinado povo, que possui manifestações diferentes na maneira de se vestir, na maneira de agir, nas suas crenças, nos seus valores e normas. Ou seja, cada povo possui um padrão cultural diferente do outro. Há ainda a diferenciação entre cultura popular e cultura de elite ou acadêmica. A cultura popular seria aquela que vem do povo, aquela criada sem a interferência dos meios acadêmicos, também conhecida como folclore (folk = povo; lore = saber). A cultura acadêmica seria aquela aprendida nas universidades, nos centros acadêmicos. Também nesse caso não poderíamos dizer que uma é superior à outra. Cada uma possui o seu modo de manifestar e a sua diversidade, o que torna, mais uma vez, a cultura como algo amplo e que oferece muitas possibilidades de manifestações.

Segundo LARAIA (2006), a nossa sociedade ocidental, principalmente, costuma associar o termo cultura à erudição, ou seja, àquelas pessoas que adquiriram uma grande aquisição de conhecimentos ou que possuem práticas de vida consideradas superiores, a chamada alta cultura. Dizem, então, erroneamente, que algumas pessoas têm cultura e outras não. Também usa-se o termo cultura no singular, significando uma cultura ideal a qual todos devem se enquadrar. Ledo engano. Não existe uma só cultura, existem culturas em suas mais diversas manifestações, pertencentes aos mais diferentes povos que habitam o nosso planeta. Isso acontece porque a cultura corresponde a um “conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos” (LARAIA, 2006). A cultura é e deve ser concebida como o resultado dos modos como os mais diferentes grupos humanos resolveram os seus problemas no decorrer da história. O homem criou a cultura e a transmitiu para os seus descendentes, sendo que foram criados novos elementos que foram incorporados gerando a sua renovação através dos tempos. Infelizmente, alguns ainda acham que podem rejeitar a cultura de um determinado grupo social, denominando-a de inferior. Como dissemos anteriormente, não existe cultura inferior nem superior. Existem diferentes formas de manifestações culturais.   

Sérgio Sá Leitão (2007) salienta que, do ponto de vista econômico, a cultura gera um grande impacto. Portanto, a cultura pode ser também considerada um dos campos da economia. Ele cita que, em 2005, as atividades culturais movimentaram U$ 1,3 trilhão em todo o mundo, o que torna a cultura como de grande importância na economia mundial. Em relação à Europa, ele ainda nos apresenta dados mostrando que as atividades culturais foram responsáveis, em 2003, por 2,6% do PIB e 3,1% dos postos de trabalho, sendo que a Comunidade Europeia, formada agora por 27 países, na época possuía apenas 25. Desse modo cultura é mercadoria, é objeto de consumo, onde temos as indústrias culturais que produzem seus produtos e serviços: editoras, produtoras de filmes, de shows, gravadoras, dentre outras. Além dos segmentos do audiovisual, da música e da publicação de livros, temos ainda “a indústria da mídia (imprensa, rádio e TV), a área criativa (moda, arquitetura, publicidade, design gráfico, design de produtos e design de interiores), o turismo cultural e as expressões artísticas e instituições culturais (artes cênicas, artes visuais, cultura popular, patrimônio material, museus, arquivos, bibliotecas, eventos, festas e exposições)”. (LEITÃO, 2007) Isso tudo nos leva a uma gigantesca indústria de entretenimento em todo o mundo. Temos também outros setores como o da ciência e tecnologia e eletro-eletrônicos que são influenciados pelas atividades culturais. O setor cultural é o que mais cresce, mais gera rendas, mais exporta e mais emprega, além de ser o que melhor remunera. De acordo com dados do "Global Entertainment & Media Outlook 2006-2010", da Price Waterhouse Coopers, o setor cultural passará de US$ 1,3 trilhão em 2005 a US$ 1,8 trilhão em 2010, obtendo um crescimento de 6,6% ao ano, o que está muito acima da média da economia mundial (5%). Já para a América Latina, há uma projeção de um crescimento anual médio de 8,5%, onde o mercado passaria de US$ 40 bilhões em 2005 para US$ 60 bi em 2010.

Também no Brasil, isso também se confirma, já que do continente americano é o que possui o maior potencial, com um mercado interno expressivo, políticas públicas diversificadas e eficientes, além da riqueza e da diversidade da nossa cultura. Isso tudo nos revela várias oportunidades em termos de geração de renda, emprego, exportação e inclusão, nacional, local e regional. De acordo com dados de 2006 do IBGE e do Ministério da Cultura, a cultura respondia, em 2003, por 5,7% dos empregos formais e 6,2% do número de empresas no Brasil, com uma participação no PIB de 5%. Essas informações também nos revelam que o setor cultural é responsável por 5% dos postos de trabalho da indústria do país, em que o salário médio corresponde a 5,6 mínimos. (para 4,6 de toda a indústria). Em relação aos serviços culturais, esses dados se tornam ainda mais significativos: 9% do total de empregos e 5,9 mínimos de salário médio. Segundo informações da Price Waterhouse Coopers, o setor da cultura, na economia do Brasil, passou de US$ 11,55 bi em 2001 para US$ 14,65 bi em 2005, mostrando que atingirá a marca de US$ 21,92 bi em 2010, o que atingirá uma taxa de crescimento anual estimada em 8,4%, o dobro do que se estima para o crescimento do PIB brasileiro. Em pesquisa da Fundação João Pinheiro, encontramos que a cultura gera, no Brasil, 160 postos de trabalho para cada R$ 1 milhão investido, o que ultrapassa a construção civil e o turismo, por exemplo.

Esses dados nos revelam que é errôneo ainda ouvirmos frases preconceituosas como “o artista não tem futuro”. Essa fala nos revela pessoas sem nenhum conhecimento da cena cultural no Brasil e no mundo, sem entender o que realmente acontece, em se tratando de cultura. O que falaríamos, por exemplo, de escritores como Jorge Amado, Paulo Coelho, dentre outros. Este último, por exemplo, é o que mais vende livros no mundo, atualmente, e é detentor de uma grande fortuna adquirida com o seu trabalho intelectual. E os grandes cantores que vendem milhões de CDs em todo o mundo, alcançando uma fortuna incalculável? E os atores, produtores de filmes, artistas plásticos etc.? Nós nos encontramos numa época em que a cultura, quando fundamentada em bases sérias pode gerar muito para a economia mundial. Podemos citar, por exemplo, o caso de Ilhéus e Salvador, que hoje são visitados por milhares de turistas, por causa dos livros escritos por Jorge Amado. Isso acontece em várias partes do mundo. O turismo, movido por obras de grandes artistas, movimentando a economia do país. Associar o artista e o setor cultural há algo que não gera renda, demonstra total ignorância e despreparo para falar sobre esse assunto. Há, no entanto, muita coisa a ser trabalhada pelo poder público, através de suas secretarias de cultura, que têm o papel de formular políticas para o setor cultural, e também pelo terceiro setor, as ONGs, além das iniciativas privadas.

Não podemos, atualmente, ter dúvidas de que a cultura e a propriedade intelectual é um dos setores mais ativos da economia, envolvendo criação artística ou intelectual, individual ou coletiva, além dos produtos e serviços ligados ao lazer e à difusão de cultura: museus, patrimônio histórico, salas de espetáculo, turismo cultural etc. O setor cultural está presente na economia, através da música, cinema, TV, artes cênicas e visuais, telecomunicações e radiodifusão, livros e revistas, arte popular e artesanato, festas populares, patrimônio Histórico Material e Imaterial, software de lazer, design, moda, arquitetura e propaganda. Segundo Paula Porta (2008), a música (produtos e espetáculos), o audiovisual (em especial conteúdo de TV, animação, conteúdo de Internet e jogos eletrônicos) e as festas e expressões populares (onde se destacam o Carnaval, o São João, a capoeira e o artesanato) são os pólos que mais se destacam na Economia da Cultura no Brasil. Portanto, basta aproveitar o grande potencial que temos no Brasil, investir na cultura com responsabilidade e planejamento adequado, através da coleta e produção de informação, a capacitação de profissionais para atuar nesses setores, a promoção de negócios e a formulação de produtos financeiros. Só assim poderemos perceber como a cultura pode verdadeiramente gerar rendas e movimentar a nossa economia.

 

 

Referências:

 

1.  LARAIA, Roque de Barros. Cultura. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006;

 

2.  LEITÃO, Sérgio Sá. Economia da Cultura e Desenvolvimento. Trecho de palestra proferida no Seminário Internacional de Economia da Cultura promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, Recife em julho de 2007.    Disponível em http://www.pacc.ufrj.br/z/ano3/03/saleitao.htm. Acesso em 26/07/2009 – 16:00h;

 

3.   PORTA, Paula. Economia da Cultura: Um Setor Estratégico para o País. Disponível em http://www.cultura.gov.br/site/2008/04/01/economia-da-cultura-um-setor-estrategico-para-o-pais/.Acesso em 26/07/2009 – 16:04h.

 



 

 



Escrito por Cacau Novaes às 19:17:46
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Festa de Setembro


         Setembro é uma data marcada no calendário do nosso município, desde a sua fundação. Tudo começou com a adoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira. Tínhamos, então, apenas uma pequena igreja, que ainda não havia sido elevada à condição de paróquia, que passou a realizar a sua festa no dia 08, data dedicada no calendário católico àquela que foi escolhida como padroeira do nosso município. Logo depois, como de costume em épocas passadas, começaram a realizar quermesses, do lado de fora da igreja, para conseguir angariar recursos para as despesas da festa. Não podemos esquecer também que, nesse período, também era realizada a procissão com a imagem da padroeira, ponto culminante da festa religiosa. Associou-se a esse evento religioso um evento cívico, já que no dia 07 comemora-se a Independência do Brasil. Os tempos se passaram e a festa cresceu. A igreja transformou-se em uma paróquia e a festa realizada na praça, que se construiu no local da quermesse, passou a ter uma dimensão muito maior. No local onde acontecia a pequena quermesse, foi construído um barracão para a realização de leilões e shows para a comunidade. Vendiam-se mesas para as famílias que queriam participar mais de perto do evento. Todo o dinheiro era arrecadado para a Igreja Católica e a realização do evento religioso. O povo ficava do lado de fora, mas se divertindo do mesmo modo, ao som da banda que tocava até altas horas da madrugada. Pessoas que não moravam mais na cidade, retornavam para visitar os parentes, nessa época, trazendo sempre algum amigo que vinha conhecer a Festa da Padroeira de Iguaí.

       A idéia deu certo e a festa crescia, a cada ano, chegando ao ponto de termos mais de uma banda se apresentando no barracão, contando até com o apoio de alguns prefeitos. Em 1992, o então prefeito da época, anunciou que não haveria o barracão e a festa não teria nenhum vínculo com a festa religiosa. Foi contratado o trio e a banda Joedson, para tocar em todos os dias da festa, o que causou uma grande revolta nos jovens da cidade que já estavam descontentes por terem acabado com o São João que existia no município (tendo seu auge entre os anos de 1977 a 1982, entrando em decadência a partir de 1983), e também por esse prefeito excluir o carnaval dos eventos festivos do município. Quanto à não realização do carnaval, no ano de 1992, e às promessas não cumpridas, os jovens realizaram uma manifestação no antigo cinema da cidade, que já não funcionava, e decidiram fazer, na Semana Santa, por livre iniciativa, sem nenhum apoio, como ato de protesto, o Micareta Mais Careta, vestidos de preto e fantasiados de bruxas, duendes, etc. Neste mesmo ano, em virtude do não cumprimento do prefeito de trazer mais atrações para a Festa da Padroeira, esses mesmos jovens realizaram, numa atitude também de protesto e com intenções de proporcionar mais opções para a quase já extinta festa, a Lavagem do Coreto, na Praça Juracy Magalhães, que cresceu, ganhou novas dimensões, e, posteriormente, o K-Comigo, festas de camisa que deram uma nova cara à Festa da Padroeira.

        Iguaí teve uma festa realmente à altura do que merecia em 1993, com o novo prefeito que tomava posse. Atrações para todos os gostos, decoração, um cartaz à altura, apesar da pouca divulgação por parte da comissão organizadora, um erro que ocorre até os dias atuais. A partir daí, apesar da qualidade do evento, houve um decréscimo do mesmo, até o último ano da administração, em 1996. Também nesse período, a comunidade católica transferiu a Festa da Padroeira para o mês de outubro, passando a ser realizada no dia 12, dia da padroeira do Brasil. A justificativa foi que a festa de rua já estava impossibilitando a realização da festa religiosa. Esse fato gerou uma grande polêmica e, até hoje, é motivo para muitas controvérsias. No entanto, a festa continuou, totalmente descaracterizada em relação à sua origem. Não é festa da padroeira, não é festa da cidade. É festa do que mesmo? Por que se comemora? O que se comemora? Claro que temos o 07 de setembro, uma data cívica que é lembrada em todo o Brasil, inclusive sendo feriado no calendário nacional. Mas isso não justifica a realização de uma festa deste tipo, pois é algo relacionado à desfiles de colégios etc., e que sempre vem acontecendo, apesar de ser interrompido entre os anos de 1996 a 1999. Em 2000, último ano da administração daquele período, essa data cívica passou a ser comemorada novamente, permanecendo até os dias atuais.

       O que podemos perceber é que essa festa, hoje sem fundamento algum, com bandas que nem sempre agradam à população, de um modo geral, de gosto musical duvidoso, sem nenhuma programação cultural, vem sendo realizada sem associar-se a algo que justifique a sua realização. Sem se pensar na importância do turismo de eventos que poderia ser explorado de forma inteligente, tornando-se uma fonte de renda para o município, a festa é realizada pelo simples fato de dar satisfação à população local e aos eleitores que se tornariam insatisfeitos com a sua não realização. Então, é feita de qualquer modo, sem um planejamento adequado, sem uma divulgação fora da nossa região, ficando o público participante restrito aos moradores do município, sede e meio rural, e cidades circunvizinhas. Uma outra coisa muito importante é que não há critério algum para a escolha das atrações. Será que, num evento desse porte, devem vir bandas que o prefeito ou o responsável pelo evento gostem para satisfazer os seus egos?

      Sabemos que, sem divulgação, um evento não se torna conhecido. Não se tornando conhecido, não se justifica o investimento feito, pois não gera a renda necessária para que isso se reverta depois numa geração de empregos e na circulação da moeda, o que viria a movimentar a economia local. Afinal que festa é essa? Não é a Festa da Padroeira, não é a Festa da Cidade. E onde entram, então, a chegada da bandeira, a exposição de animais e a vaquejada? A chegada da bandeira foi uma tentativa de copiar o que já existia em Poções. A vaquejada veio muito tempo depois, vindo com ela a exposição de animais, para vender gado nelore e cavalo de raça. Nada contra, pois também movimenta a economia local, mas vamos organizar isso aí. Sem politicagens, é claro, porque a depender do prefeito, esse ou outro evento não entra na programação, por motivos vários e ocultos. Nem Freud explica.

        Entendemos, no entanto, que Iguaí merece ter de volta o seu São João, como antigamente. Deixemos a festa de setembro com os colégios, no dia 07, e a Festa da Padroeira com a Igreja Católica, no dia 08. E a nossa festa com bandas? Que tal fazer essa festa em dezembro, no dia 12, aniversário da cidade, já que essa data sempre passou praticamente esquecida no calendário municipal e merece uma comemoração à altura? É um período de férias, verão e de muito agito na Bahia. Teríamos, então, um calendário festivo muito bem organizado. Incluiríamos aí a Semana Santa, época que vem muitos visitantes para o nosso município, com os festejos religiosos, a via sacra etc. Em junho, outro período que tem um grande fluxo de turistas na nossa região, os festejos juninos, juntamente com Ibicuí e Nova Canaã – o triângulo do forró – com os preços das atrações, divulgação com bastante antecedência na mídia, tudo reduzido em função de ser um pacote só para as três cidades e, além disso, associado ao novo roteiro turístico da Bahia, o Caminhos do Sudoeste, como apoio do órgão oficial de turismo – a Bahiatursa – e, finalmente, encerrando o ano, fechando com chave de ouro o calendário festivo, a nossa Festa da Cidade. E por que não pensar no nosso antigo carnaval? Mas esse é um caso para uma reflexão maior e também um planejamento, porque organizar e divulgar festas de última hora, só na nossa cidade, é que não dá. Tudo isso com o cenário das nossa belas cachoeiras espalhadas pelo nosso município.

        Essa reflexão não é uma imposição, mas um momento para se pensar na nossa história, nas nossas raízes, na nossa memória e na nossa cultura. Não podemos esquecer do passado para vivermos o presente e organizarmos o futuro. Que fique bem claro também que o calendário de festas proposto é somente uma sugestão. Uma coisa, no entanto, é certa e deve realmente acontecer: vamos deixar de monopolizar a organização desses eventos festivos em Iguaí e reunir a população ou representantes dos diversos setores da sociedade para um planejamento melhor e mais participativo? Isso justificaria a realização dessas festas e a implantação de um turismo de eventos com seriedade.



Escrito por Cacau Novaes às 23:35:07
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A próxima vítima pode ser você

 

            Investir na segurança no município é uma idéia louvável. Mas não é isso que vai mudar a triste situação em que a nossa cidade se encontra. Não adianta também conseguir com o Governo Estadual mais viaturas para o município. Não adianta ampliar a Delegacia, construir presídios ou penitenciárias. Nada disso vai resolver. O nosso problema é outro. Também não adianta construir muros altos ao redor de nossas casas, colocar sistema de segurança com câmeras, cercas elétricas etc. Um dia teremos que sair das nossas casas. Um dia os nossos filhos terão que ir à escola, à igreja, à sorveteria, à pizzaria... Não adianta tentar nos isolar em nossas prisões domiciliares achando que somos os tais. O nosso problema é outro.

            O tempo do panis et circencis (pão e circo) já acabou. Isso funcionava muito bem no império romano. Agora é o tempo do prato vazio e arma na mão. Ou você contribui para melhorar a qualidade de vida da população ou a sua vida também se tornará um caos. Não vão adiantar muros altos, sistema de segurança, câmeras, cercas elétricas, nada. Um dia teremos que sair de nossas casas. Seu filho poderá ser sequestrado, sua loja poderá ser assaltada em plena luz do dia. Ou a sociedade se reúne em torno de um projeto para tornar a nossa vida melhor ou a situação pode perder o controle. Você acha que é um pensamento pessimista? Então reflita sobre os últimos fatos acontecidos em nossa cidade e me responda: não está acontecendo aquilo que pensávamos jamais poderia acontecer em Iguaí, uma pequena e pacata cidade do interior do estado da Bahia?

            Não vamos ficar apontando culpados, mas vamos nos reunir: poder público, instituições, ongs, igrejas, conselhos etc. O importante é acabar com essa hipocrisia de achar que tudo está bem, porque posso ficar de pose em meu carro importado. Você pode viver a vida como bem entender, ter seu carro do ano, ter o conforto de um lar para sua família, não há nenhum mal nisso. Só que você não pode fechar os olhos para os problemas sociais. Você faz parte da sociedade em que vive e pode, um dia, ser alvo dessa podridão que está ao seu lado. Não adianta fechar o vidro e ligar o ar condicionado. Esse é um problema de todos e nós vamos ter que resolvê-lo.

            No nosso país, infelizmente ainda existem muitos que acham que o que vale é a lei do Gerson: “o importante é levar vantagem em tudo, certo?” Errado! Chega de querer ganhar dinheiro à custa da miséria e da pobreza da população. Chega de trocar ideologias políticas por cargos e vantagens que irão encher os bolsos depois das eleições, mesmo porque isso é crime eleitoral. Vender o voto é outro absurdo. Essa história do “rouba, mas faz” também é algo inconcebível. São essas maracutaias que levam a nossa sociedade a virar esse caos em que se encontra. O nosso país está assim por causa da má distribuição de renda, do desvio do dinheiro público e da corrupção.

            Segundo Alvin Tofler (1980), a nossa sociedade foi formada através de três eras, que ele chamou de ondas. A primeira onda foi a da era agrária, em que valia aquele que possuía terras. Nesse período tinha o poder os grandes latifundiários que mandavam na política e na economia. Tudo girava em torno deles. A segunda onda foi a era da industrialização, onde mandavam os grandes empresários e donos de indústria. Também nesse período, tudo girava em torno deles. Agora estamos vivendo a terceira onda, que é a era da informação, do conhecimento. Em nossa época atual, tudo gira em torno disso. Infelizmente, o nosso município ainda vive na era agrária. Muitos ainda vivem a ilusão da posse da terra, como se fôssemos verdadeiros donos de algo que não nos pertence, como se o mundo girasse ao nosso redor.

            A solução para o nosso problema está nos investimentos em educação, cultura, esporte e lazer. Isso diminuiria consideravelmente a criminalidade e o uso do álcool e de outras drogas. Infelizmente, é o que mais acontece em nossa cidade. Além disso, não podemos esquecer dos investimentos sociais em saúde, moradia, saneamento básico e geração de empregos. “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. É preciso fazer muito mais, pois se não pensamos na nossa sociedade como um todo, estamos sendo egoístas. Infelizmente, vivemos numa sociedade que valoriza o ter e não o ser. Basta ter dinheiro no bolso, mesmo sendo roubado, que seremos idolatrados pela “elite” e pelos detentores do poder público. Junto a isso tudo, ainda encontramos os aproveitadores e oportunistas, que estão lado a lado desses senhores do dinheiro e do poder para levar alguma vantagem.

            O que importa, no momento atual, é a detenção do saber. Portanto, vamos mudar a nossa mentalidade e investir mais na sociedade em que vivemos. Vamos buscar qualidade de vida para todos. Vamos criar condições para que todos possam viver com dignidade, sendo verdadeiros cidadãos. É necessário investir na sociedade em que vivemos, não pensar somente nos nossos bolsos, em nossas contas bancárias e no acúmulo de bens. O dinheiro gera o poder que gera a guerra e também os problemas sociais. Isso tudo nos leva a refletir se vale a pena viver em nossas prisões domiciliares, com medo do mundo que nos cerca.

 

 

Referências:

1. TOFFLER, Alvin. (1980). A terceira onda. Record. São Paulo. 15. ed. 1980. 491 p.



Escrito por Cacau Novaes às 21:35:26
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